quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Não é novidade, mas...

Muito interessante o artigo de Marina Silva publicado na Istoé de 05 de janeiro.
A matéria central da revista, de várias páginas era "O Brasil depois do mito", em referência ao Brasil após a 'Era Lula', em termos econômicos, políticos, sociais, etc., com a participação de vários analistas.
A ex-candidata Marina Silva concentrou seu pensamento, como não poderia deixar de ser, na questão social, mas deu bastante atenção à Educação.
Para professores antenados e preocupados com o país e com o que vem acontecendo com a 'mentalidade social' até não há muita novidade, mas sempre é bom e interessante ler o que segue, sabendo que não foi escrito por nenhum professor. Principalmente se soubermos que foi escrito e é pensado por alguém que foi ter contato com Educação formal muito depois do que seria a 'idade certa'. Se nossos governantes e principalmente a sociedade em geral compartilhassem tais ideias o Brasil seria um dos melhores países para se viver (sem falar no crescimento econômico, cultural, etc, que adviriam daí...).
Enfim, vamos a um pouco das palavras da ex-presidenciável (palavras dela em verde - já que é para destacar, fica a homenagem!). Após destacar alguns avanços do Brasil na economia e em alguns indicadores sociais, ela afirma:

"Esses avanços, porém, não foram suficientes para superar problemas históricos (...). Nas avaliações de qualidade de ensino, entre 65 países o Brasil aparece em 53º em leitura e ciências e 57º em matemática. Não há como adiar a revolução da educação de qualidade para todos, formadora de cidadãos conscientes, solidários e preparados. A escola tem que ser o lugar onde as crianças e os jovens queiram estar, alinhada com a linguagem e as oportunidades geradas pelas mudanças em curso no mundo."
"O que já alcançamos não é suficiente para nos preparar para uma sociedade sustentável. A falta de investimento estratégico em educação, inovação tecnológica e na conservação dos recursos naturais compromete o nosso desenvolvimento a longo prazo."

Exatamente: escola deveria ser lugar de prazer, de todos os alunos. Saber, conhecimento, aprendizado, devem ser inerentes à condição humana, ou seja, algo que todos deveriam buscar, naturalmente - sinônimo de ser humano.
O problema todo está nas últimas palavras que destaquei da Marina: o "longo prazo". Na verdade, no meu humilde ponto de vista, a falta de investimentos governamentais e de uma política séria em Educação ocorre pelo fato de as mudanças em educação levarem muito tempo para serem sentidas. Claro, há a questão que sempre é lembrada de que criticidade não é bom para os governos, que uma população sem muito estudo ou conhecimento é mais fácil de manipular, etc. Isto até não deixa de estar certo, mas o fato é que cada governo que assume sabe que a princípio terá quatro anos para 'mostrar serviço', para daí conseguir se reeleger ou manter o partido no poder. Então é mais indicado investir naquilo que dá resultadoconcreto na hora, naquilo que dá visibilidade imediata. Mudanças sociais e culturais levariam mais de uma década para serem sentidas/ percebidas, então não convém investir nisso agora... Triplicar os inverstimentos para o Ensino Fundamental ou o Médio agora, até que os alunos que se beneficiariam disso cresçam, virem adultos mais preparados em termos de conhecimento, formação, personalidade, ética, etc., passariam 10, talvez 20 anos... Quem veria tais resultados? Quem os associaria ao partido que estava no poder e que começou a investir? Não, nada disso, melhor investir no que pode ser visto agora e dar votos agora. Educação, enfim, não é prioridade em nosso país (isso explica muita coisa...).

domingo, 16 de janeiro de 2011

Abaixo-assinado

Na verdade, já nem sei mais se existe aquele hifen entre o "abaixo" e o "assinado", mas o importante é a oportunidade que apareceu a nós, professores.
Os senadores Cristovam Buarque e Pedro Simon apresentaram em 16 de dezembro projeto de lei estendendo o mesmo reajuste salarial concedido aos senadores (61%) para o Piso Salarial nacional dos Profesores da Educação Pública no Brasil. Assim, quanto mais signatários houverem neste manifesto, mair será o peso na hora da votação!
Assinem e mandem para todos os seus amigos, professores ou não. Acho que a causa é justa e reconhecida por todos!!!

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4645(seleciona todo esse link e arrasta lá para a barra de navegação que abre direitinho no abaixo-assinado)

Quanto ao crédito: recebi isto do Prof. Fernando Seffner no dia 06 de janeiro e depois disso, de vários amigos/ professores. vi só quando voltei de viagem e fui colocando as coisas em dia. Mas está em tempo de assinar, sabe como são as coisas em Brasília...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Correio do Povo

Agora virou notícia: saiu uma notinha do livro no melhor e mais antigo jornal do Rio Grande do Sul, o Correio do Povo deste domingo, 09 de janeiro de 2011:

(clica na imagem, que aumenta)

Dá para acreditar que tem professor que ainda não comprou????
Já estou na lista dos 10 mais vendidos. Da minha rua!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Férias

Neste momento estou em uma (curta, infelizmente) viagem de férias. Em seguida volto com notícias por aqui!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Oportunidade!

Aliás, aproveitando a deixa da valorização do Professor, que falava no post anterior, trago aqui uma indicação da Professora Thaís Bozzetto, a respeito de uma enquete do Senado sobre o projeto de lei que concede um 14° salário para os prodessores da rede pública. Votem, não custa nada e mal não vai fazer (pelo contrário!). É tão raro ver uma iniciativa dos políticos que não seja em seu próprio benefício, e ainda mais para o dos professores!!
aqui o link, vota lá!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Novo

Coisa rápida: desejo um Feliz Ano Novo a todos os leitores e amigos, com muita saúde, amor, paz, dinheiro e  realizações - pessoais e profissionais. Que seja um ano para mudar a educação, que consigamos fazer com que a figura do professor volte a ser respeitada, valorizada e admirada. Que voltemos a ser ídolos para nossos alunos e seus familiares.
Enfim, não custa sonhar...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Nós na mídia!

Já que ninguém gava...
Olha lá, uma boa sugestão de presente de natal para professores:

Clica AQUI.

Saiu a sugestão no Jornal Extra Classe, do SinPro-RS, edição de dezembro.
Ainda dá tempo de comprar para o Natal (para ler nas férias e começar 2011 a mil!!!!)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vergonha - II

Buenas, agora, analisemos a questão pelo aspecto do "pai" ou da "mãe" que faz este tipo de coisa (comprar trabalhos prontos para o filhinho mimoso ser aprovado de ano).
Claro, pai (generalizemos aqui a figura do responsável no masculino - sei, politicamente incorreto -, apenas para não ficar toda hora repetindo "pai ou mãe") nenhum gosta de ver seu filho reprovado. Mas, porque preocupar-se então com isso somente em dezembro, e não O ANO TODO? Se em dezembro dá tempo de ir atrás de um "professor" cretino e antiético, ao longo do ano deve dar tempo também de acompanhar o filho quanto a suas rotinas e desempenho escolar, não? Se não, então é porque o filho não é prioridade (e se não é, porque fazê-lo, então???). "Fazer filhos é tão fácil que se faz até deitado", agora, cuidar, zelar para que ele seja uma PESSOA digna, honesta, íntegra, cadê???? Claro, se o pai não é nada disso, se não valoriza tais atitudes/ valores, como cobraria de um filho?
Relembro o que destaquei no post anterior:
EDUCA-SE MAIS PELO EXEMPLO DO QUE PELAS PALAVRAS
O "pai" que compra trabalhos para o filho está na verdade passando as seguintes lições para ele:
- não dá nada, meu filho, papai dá um jeitinho no mundo!
- caráter não é importante!
- faz o que quiser na vida, que no final tudo dá certo!
- estudar para quê? Estudo, conhecimento e sabedoria não são importantes (tem uns otários que passam a vida estudando e no final te vendem bem baratinho um trabalho...)!

... e tantas outras lições que envergonham qualquer pessoa direita, e fazem o país ficar do jeito que está (dá para ter esperança de melhora?)...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vergonha - I

Estarrecedora a reportagem "Mau exemplo - pais compram trabalhos escolares", publicada na Zero Hora deste domingo (páginas 4 e 5).
Até não é, infelizmente, novidade. Mas é triste e absolutamente sintomática a respeito destes tempos de degradação de valores e ética em que vivemos. Já é conhecido de todos o fato de alguns """""profissionais""""" venderem trabalhos acadêmicos a alunos de graduação e até de pós-graduação (putz, nem sei mais se existe ainda este hífen, mas agora foi...), mas o problema agora chegou até o Ensino Fundamental...
A reportagem entrou em contato com dois professores, solicitando-lhes que FIZESSEM trabalhos de matemática para supostos filhos. Ambos aceitaram, uma cobrando R$ 40,00 (e ainda entregou com erros, a imbecil) e outro, R$ 60,00. Este ainda com todas as "manhas", prometendo entregar conforme um aluno da idade resolveria, passo-a-passo (de novo meu problema com hífens), linha por linha.
Tá, eu sei que há maus profissionais em TODAS as profissões: políticos, advogados, médicos, motoristas, motoboys, etc. Mas é muita ingenuidade minha acreditar que entre PROFESSORES as coisas seriam diferentes? Estou tão deslocado assim no tempo e fora da realidade por (ainda) achar que a EDUCAÇÃO é a chave, o antídoto para este mundo tão deplorável em que vivemos? Por achar que através da EDUCAÇÃO poderíamos formar melhores pessoas, melhores cidadãos - éticos, justos, humanos, ...?
Se não é este o papel da educação, para que serve ela então? E, se é esse, como isso será possível, com """"professores"""" como estes?
Pelo jeito esta gente não se dá conta de um princípio básico da educação:
EDUCA-SE MAIS PELO EXEMPLO DO QUE PELAS PALAVRAS.
Um exemplo prático: imagine que um professor passe um trimestre ou um ano inteiro trabalhando valores como ética, respeito, honsetidade, decência, etc. Um dia, lá pelas tantas, ele é pego e aparece na TV fazendo isso que foi mostrado na reportagem. Qual é a lição que fica para os alunos dele? A que ele trabalhou, defendeu um ano inteiro ou aqueles segundos em que foi mostrado na TV fazendo o contrário do que pregou?
Precisa mesmo responder?
(só falei aqui, talvez movido pelo senso de indignação e pela vergonha, do lado do professor; no próximo post abordarei a questão sob o enfoque do pai ou da mãe que faz isso)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dica para o Natal!

Uma nova (prática e segura) forma de adquirir um bom presente de Natal, principalmente para quem não está em Porto Alegre: clique AQUI.

Uma boa dica para presentear professores. Com as férias, há mais tempo para leituras e a cabeça está mais aberta a novas ideias e a início de novos projetos!!! Presenteie, indique, passe adiante!